Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Balanço 2017: as metas que não cumpri


A cada final de ano, o ser humano tem o costume de definir uma meta para perseguir ao longo dos próximos 12 meses. Emagrecer, começar a namorar, mudar de emprego, economizar... Eu, num lapso de sanidade, decidi criar 100 metas para 2017. Isso mesmo: não uma, mas cem. Óbvio que não deu muito certo.

Chamar de meta talvez seja exagero: uma boa parte delas equivalia a atividades que eu gostaria de terminar o ano com um "check" ao lado. Já outras eram realmente complexas...

O que realmente deu certo?
  • Deu certo a ideia de ir 12 vezes ao cinema ou teatro - e reparei que, por 4 vezes, fui sozinha e amei a experiência. Que aconteça cada vez mais, pois preciso ser mais independente de companhia para me divertir!
  • E sobre conhecer 12 novos lugares de SP? Esse foi simples: foram 16 cantinhos visitados pela primeira vez, entre bares, restaurantes e espaços para eventos.
  • Ser promovida ou mudar de emprego: aconteceu o segundo. Futuramente comento melhor, pois não ando muito satisfeita como o rumo que a vida profissional tomou. Também não estaria se tivesse ficado onde estava. Mixed feelings sobre minha carreira, como sempre.
  • Quanto ao bônus, o plano era receber e destinar R$ 7.000,00 para pagar o apartamento: devidamente realizado, com muita dor no coração. Vida adulta, como te odeio.

O que deu meio certo?
  • A ideia era participar de 4 corridas de rua, mas só rolaram 3. Quero melhorar ano que vem, mas sem pressão...
  • Também queria ter ido a 6 shows, mas só fui a 4 (todos nacionais e maravilhosos, aliás!).
  • Já as 12 viagens se tornaram apenas 7, mas muito bem aproveitadas. Ano que vem, a ideia é "começar mais cedo" - pois, este ano, passei a viajar somente a partir de julho.
  • Definir um curso de mestrado, país e próximos passos: confesso que só comecei a olhar para isso na última semana. Será a França, já que é possível cursar um Master sem custos. Já selecionei alguns temas de estudo que me interessam, inclusive. O próximo passo é fazer a rematrícula no curso de francês, né... Sem comprovar B2 no exame de proficiência, nada feito. É isso ao longo de 2018 para, ao final dele, começar o application - com foco em viajar no mês de setembro de 2019.
  • E por falar em francês: eu deveria ter feito dois módulos do curso, em janeiro e em julho. Só rolou o primeiro - enquanto o segundo aguarda 2018...
  • Eu deveria ter feito dois novos cursos, mas a falta de tempo e de energia me consumiram. Agora em dezembro comecei dois: "Curso de Produção de Conteúdo para Web" e "Marketing Digital", sendo que o segundo ainda estou no começo.
  • Já as aulas da Escola Aprendizes do Evangelho eu comecei bem, estava firme, mas praticamente desisti no último mês. Não sei bem explicar o que provocou a falta de motivação, mas quero entender melhor no ano que vem (já que são 3 anos de curso).
  • Em maio, minha meta era fechar o mês no verde. Estava com as finanças bem bagunçadas e o incentivo era conseguir dar conta de não dever nada a ninguém (especialmente ao banco, né). Deu certo ali, mas logo a bola de neve me alcançou de novo e me embananei outra vez. Vermelho novamente! E a previsão de me reorganizar é só lá por abril de 2018.

O que não deu certo de jeito nenhum?
  • Queria ter visitado alguns médicos e afins, mas não passei nem perto do consultório do ortopedista, do ginecologista, do dermatologista, do otorrino, do dentista ou fiz exame de sangue.
  • Previdência Social: devido à desordem financeira, não comentarei...
  • Doação de R$ 500,00 para caridade: querer eu queria, mas com esse vermelho todo, simplesmente não aconteceu. E eu estou bem envergonhada de perceber que nem pensei na possibilidade de substituir isso por uma ação presencial...
  • Foco em mim: de 4 limpezas de pele, só fiz uma no início do ano, e nem dei bola para a ideia de fazer uma massagem no meu aniversário. Também ignorei a vontade de fazer uma nova tatuagem com louvor!
  • O que também ficou para a próxima? Começar a andar de bike, aprender a nadar, assistir todos os episódios de Friends em inglês, saltar de paraquedas, tirar carta de motorista e montar um quebra-cabeças gigante.
  • De 12 livros, eu só concluí 4 (e tem dois inacabados que provavelmente não terminarei esse ano)... Foi bem feio!
  • E os míseros 12 posts no blog? Com este aqui, foram 3. Tanta coisa aconteceu, havia tanto para se compartilhar... Quem sabe melhoro no ano que vem, né?

Saldo: 52 metas atingidas. Mas já não sei se quero definir metas para 2018...

360 - A vida é um círculo perfeito


Hoje eu assisti a um filme que me deixou pensativa... Quais as possibilidades de você cruzar com alguém na rua, sem ao menos ver seu rosto, mas ter seu dia completamente mudado por causa de uma atitude ou decisão tomada por essa pessoa alguns minutos antes? O quanto estamos conectados uns aos outros e influenciamos destinos aleatórios, sem nos darmos conta disso?

Uma decisão simples, impensada, pode significar muito para alguém. Um elevador que você não segura para o jovem de camisa amassada pode atrasá-lo para uma entrevista de emprego, causar má impressão ao recrutador e isso ocasionar numa negativa. E quem imaginaria que, tão novo, ele tem mulher e filhos para sustentar.

As pessoas que você conhece, dizem, não passam pela sua vida por acaso. Cada uma delas tem um papel definido, como numa peça de teatro. Pode ser um figurante - que você mal nota a presença, mas cuja ausência faria diferença na cena; ou o vilão que dificulta seu dia a dia, mas te fortalece e faz encontrar novos e melhores caminhos; quem sabe um anjo encarregado de lhe soprar uma dica ou indicar possibilidades. Infinitas possibilidades e interferências.

O aprendizado que fica - e que eu enxergo como um desafio bastante complexo - é aprender a ser mais consciente. Pensar mais no outro, mesmo quando o foco é a gente. É preciso lembrarmos que, como num efeito dominó, alguém sofre consequências pelo que decidimos fazer. Me faz refletir sobre quantas vezes eu acatei minhas vontades egoístas sem pensar se faria alguém sofrer, assim como também me faz lembrar de momentos em que me dediquei a alguém e pude mudar positivamente uma vida.

Mais importante, porém, é lembrar que tudo isso se trata de um círculo: o que você faz hoje, de um jeito bom ou não tão bom, volta para você.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Eu não quero mais ficar aqui


Das sensações mais esquisitas que um ser humano pode ter, certamente o deslocamento é uma das mais inexplicáveis. Mudar de escola e não conhecer nenhum coleguinha; estar num evento de família e não ter ninguém da mesma idade para conversar; presenciar uma briga feia dos pais; ir para a balada com um grupo de amigos e sobrar no meio dos casais; não ter assunto numa roda de bate-papo sobre aquela nova série do Netflix que só você não viu... Dá uma certa angústia só de pensar na possibilidade.

Para a maioria das situações, o que nos traz algum alívio é o fato de que “é temporário”, “vai passar”. Pode ser meia horinha ou uma noite inteira, mas tem fim. Obviamente que vamos ficar remoendo aquele sentimento de amargura por algum tempo, mas o importante é que já estamos livres. Mas e quando a sensação de deslocamento é no seu próprio trabalho?

As discussões sobre a importância de encontrar seu propósito estão cada vez mais fortes – e eu particularmente acho que elas merecem sim todo esse espaço. Encontrar prazer naquilo que fazemos durante um terço da vida, ou mais, é fator determinante para a nossa felicidade e bem-estar. Quando não encontramos, nos sentimos deslocados – e isso vai crescendo, crescendo, crescendo até tomar proporções muito piores.

A verdade é que, quando coloquei meus pezinhos pela primeira vez no escritório onde trabalho hoje para participar da entrevista, não necessariamente meus olhos brilharam. Não era o ambiente que eu queria (visualmente falando), não me senti acolhida durante a conversa e, ao aceitar o convite para trabalhar, eu não dava pulinhos de alegria. Me vinha, lá no fundo, a pergunta: “mas você tem certeza?”.

Aceitei, confesso, porque tinha mudado de função na empresa anterior e não estava curtindo muito. As novas tarefas eram chatas, especialmente em comparação com a função anterior – e lembro bem que, mesmo trabalhando até meia noite e tendo uma chefe histérica, eu sentia prazer no que fazia. Obviamente que a louca me tirava realmente do sério, mas eu nunca pensei em pedir demissão (queria mesmo é que ela saísse, né!). A vontade veio quando me “deram novos desafios” – maior mentira, pois eu estava há 9 meses aprendendo algo totalmente novo e a função imposta consistia em repetir o que eu já havia feito por quase 4 anos.

Daí que eu acho que, na ânsia de fugir de lá, eu troquei seis por meia dúzia. E não me encontrei nunca mais. Me desloquei.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Um início de ano para repetir por 365 dias


As pessoas costumam acreditar que a passagem de um ano para outro tem o poder de trazer mudanças positivas para suas vidas. Eu não duvido disso, só penso que 90% das mudanças dependem de uma ação proativa e o resto é questão de sorte e destino.

Meus primeiros dias do ano foram completamente diferentes em comparação ao mesmo período de 2014, tudo resultado de decisões e escolhas minhas.

Os primeiros minutinhos do ano foram lindos. Pé na areia, fogos, pessoas incríveis ao meu lado, abraços sinceros e amigos, sem nenhuma preocupação ou sentimento triste no ar. Foi um instante único, de pura contemplação e nada mais. Nem mesmo tempo para reflexão houve: foi tudo acolhedor demais para dar tempo de pensar em algo.

Para começar 2015 com tudo, fizemos uma trilha super gostosa pela Floresta da Tijuca. Como prêmio, a Cachoeira das Almas: pequena, gelada, refrescante e revigorante. De alma lavada e com as energias renovadas, fechamos o dia.

E por que não fazer uma nova trilha no segundo dia do ano? Uma amiga me ensinou que ver uma tartaruga no dia 2 de janeiro dá sorte, então fomos em direção à Pedra da Tartaruga, próxima à Praia do Perigoso. Difícil de chegar, mas o prazer da superação vale a pena. Ao final da trilha, um mar paradisíaco. Vontade de voltar? Quase decidi virar hippie e ficar por ali mesmo.

Estou com alguns planos em mente, ainda confusos, mas muita coisa boa virá disso. ;)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Minutinhos de descanso


(Descrição)

São mais de nove horas da noite e a televisão está ligada. Na tela, a novela das oito, tentando bater sua própria audiência. O mocinho do dramalhão dá suas caras – e a telespectadora se empolga, solta alguns grunhidos de empolgação. É o seu momento de descanso, de entretenimento. 

O sofá lhe abraça, aconchegante – uma armadilha para quem não pretende ficar por ali por mais do que uns minutinhos... Os olhos pesam, o sono toma conta, mas a TV insiste em chamar a sua atenção, em roubar a cena. Dormir deixa de ser a preferência quando a programação tenta dominar-lhe a mente.

São minutos seguidos de muita concentração, quebrados bruscamente pelas propagandas. Uma zapeada? Talvez outro canal tenha algo melhor a oferecer... Não, não tem. Parece mais fácil esperar que a novela volte, distraindo-se com o celular...

Fome animal

(Metáfora)


Vai dando a hora do almoço e o estômago da fera ronca, praticamente implorando por comida. Apesar de se alimentar todo dia, parece que a criatura não come nada há dias. Os olhos estão vidrados, como que em estado alterado de consciência... Fora de si!

Poucos segundos olhando para os lados e o ser já sabe o que lhe apetece mais naquela tarde... Bela escolha! Suculenta, carnuda, apetitosa; vai ser uma caça e tanto! Indo direto ao ponto, a fera ataca. Usando as patas, grunhindo ferozmente e de olhar vidrado, ela consegue o que quer. Falta de sorte a da caça, que já tem ideia de qual é o seu futuro...

Os olhos da criatura brilham, a boca começa a salivar. Enfim é chegado o tão desejado momento de saciar essa fome, essa vontade... A primeira mordida parece a mais desesperada. Delicioso é o sabor da carne, um sabor sem igual. De forma desvairada, a besta selvagem arranca pedaço atrás de pedaço, enche a boca e não consegue nem terminar de mastigar para já dar uma nova mordida na sua presa.

Em minutos – talvez segundos? – a fera termina a sua refeição... Ofegante, estufada, saciada... Somente pelas próximas horas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Autoexame revela 90% dos casos de descoberta do câncer


Prevenção é essencial para mulheres e homens, pois ambos correm os mesmos riscos

Foi por meio de um autoexame que Gracilia Vanny Furtado descobriu que tinha câncer de mama. Hoje com 52 anos, a depiladora conta que ficou abalada com a notícia, dada sem a devida atenção. "Foi um choque muito grande, ainda mais porque ela veio de um médico extremamente grosso, sem respeito algum pelo ser humano", conta. "Ele foi seco comigo, dizendo que eu estava com câncer e teria que tirar meu seio todo. Comecei a chorar e estava crente que iria morrer", desabafa.

Para driblar o sofrimento e ir em busca de uma chance de tratamento, Gracilia optou por mudar de médico, que lhe tranquilizou diante da situação delicada pela qual ela estava passando. O oncologista André Luiz P. Tófoli revela que o autoexame é de grande importância, afirmando que 90% dos casos da descoberta da doença ocorrem desta forma.

Também foi deste modo que Kamila Rodrigues descobriu um nódulo no seio. Hoje com 22 anos, a moradora de Franco da Rocha tinha 16 quando fez o exame de toque. Sua iniciativa foi motivada porque sua mãe também havia tido câncer de mama.

Duas mamografias por ano e ultrassonografia nas mamas já fazem parte da rotina de Gracilia. Ainda assim, ela confessa que a quimioterapia é a parte mais difícil do tratamento. "Por causa das reações, como perda de cabelo, enjoo, cansaço, dor de cabeça e muito mal-estar. A radioterapia queima o corpo, então a região do corpo que está passando pelo tratamento fica queimada. É como se fosse uma queimadura mesmo, incomoda demais!"

O médico André aconselha que, logo após sentir um nódulo, a primeira providência que o paciente deve tomar é procurar seu ginecologista: "É preciso contar para ele onde sentiu. Ele vai te examinar e tomar as devidas providências, como passar você para um oncologista e fazer uma biópsia”.

As formas de tratamento variam de acordo com a agressividade do câncer, mas geralmente quimioterapia e radioterapia são as mais utilizadas e recomendadas pelos médicos devido a sua eficácia. No caso de Kamila, a situação foi menos complexa. Seis meses após a descoberta do nódulo no seio, os médicos descobriram que ele era benigno. Foi realizada apenas uma cirurgia localizada, com duração de 45 minutos. Para prevenir-se, ela realiza exames de ultrassom a cada seis meses.

"As pessoas ainda sentem muito medo do câncer, mas a medicina evoluiu muito e são raros os casos em que não conseguimos salvar um paciente. O tratamento está mais fácil e acessível para todas as pessoas", alega o médico André.

Gracilia confessa que ainda está tentando superar a doença. "Tenho depressão e vivo com medo de tê-la novamente. O câncer é muito agressivo ao corpo e à cabeça. Não será fácil superar, mas conto com o apoio da minha família e da minha fé." Para ela, apesar das complicações, a vida continua normalmente após o tratamento, exceto pelas medicações – que precisará tomar por pelo menos cinco anos seguidos.

Os homens, por sua vez, também devem manter-se em alerta, pois não estão livres da doença. "Os homens também têm que fazer o autoexame e estar sempre se prevenindo. Caso sintam algo diferente, devem procurar um urologista. É um caso normal e igual ao da mulher", alerta André, explicando que o tratamento é o mesmo para ambos os sexos.

Policiais arquitetam planos para apreender usuários de drogas e traficantes


Por meio de cenas forjadas, equipe de policiamento em São Paulo cria alternativas para capturar infratores 

Aos 23 anos, Paulo Santos* é capaz de passar horas relembrando histórias verídicas sobre esquemas de fraudes arquitetados pela polícia. Diversos amigos muito próximos do vendedor, desde usuários de droga a traficantes, já suportaram acusações falsas por parte das autoridades e tiveram sua liberdade cerceada.

Antônio Carlos* estava em casa quando bateram em sua porta. “Ele achou que fossem conhecidos seus, mas era a polícia. Começaram a investigar a casa dele toda, procurando por drogas, pois ele já tinha sido denunciado muitas vezes”, conta Paulo Santos. Para forjar a cena, os homens fardados colocaram sete quilos de maconha dentro de sua casa, para ter “provas” para acusá-lo.

“Os policiais estavam querendo dinheiro e começaram a apavorá-lo, ameaçando levá-lo para a prisão, dizendo que ele nunca mais iria sair de lá. A esposa dele começou a passar mal com a situação”, relata o vendedor. Os policiais o chamaram para uma conversa particular e perguntaram se não havia outra forma de resolver aquilo tudo, isto é, com dinheiro. Como o Antônio Carlos não tinha nada a oferecer naquele momento, “os policiais decidiram levar os sete quilos de droga embora sem dizer nada, parecendo que iriam voltar a qualquer momento para pegá-lo no flagra”, comenta o amigo do traficante. “Faz um mês e, por enquanto, eles não fizeram mais nada.”

Elias*, porém, não teve a mesma sorte. O menor de idade estava indo para o samba em uma sexta-feira comum, quando decidiu que queria comprar drogas para uso próprio. Foi com um amigo, este com mais de 18 anos, até uma “biqueira” [local onde são vendidas as drogas]. Ele estava com dez reais em cada um dos dois bolsos da calça e, ao chegar à favela, a ROTA os encontrou. “Os policiais queriam pegá-lo porque ele era menor de idade e já tinha tido muitas ocorrências. Estavam apenas esperando o momento certo para encontrá-lo com drogas”, afirma Paulo. O abordaram e o forjaram com mais de cem pinos de drogas, então ele foi preso – não sem antes apanhar das autoridades.

“A mãe de Elias precisou ir até a delegacia, mesmo não podendo passar nervoso. O patrão dela é advogado e está ajudado a tentar resolver a situação. O Iago está sendo processado até hoje”, garante o vendedor. “Se ele for preso de novo, for enquadrado ou for pego fumando, vai ter de ficar na prisão mesmo sendo menor de idade.” 

Agora, anualmente Elias precisa fazer um tratamento por causa do seu vício em uma casa de reabilitação. Uma vez por mês, passa um dia inteiro na Fundação Casa. “Na última semana, ele foi enquadrado e apanhou da polícia. Só não foi preso e vítima de fraude porque a mãe dele chegou na mesma hora”, explica Paulo.

Não são somente homens que vivenciam casos forjados de porte de drogas. Suzane*, uma jovem maior de idade, passou por momentos desagradáveis. “Faz mais ou menos um ano que aconteceu. Ela mexia com tráfico na própria casa junto com uma amiga”, recorda Paulo.  Devido à grande movimentação de “gente estranha” em sua casa por causa das vendas de substâncias ilícitas, fizeram uma denúncia anônima. Policiais invadiram a casa e a forjaram com 25 quilos de drogas. “Hoje, ela tem débito com a justiça: não pode ser enquadrada ou ir parar na delegacia. A amiga dela até saiu da cidade, porque não é mais bem-vinda aqui.” 

*Nomes fictícios, a pedido do entrevistado.

sábado, 21 de julho de 2012

Transporte coletivo



Numa manhã extremamente atípica, apesar da inalterável rotina de ida para o trabalho, eu encontrei você.

[...]

Fazia frio. Não muito frio, aqui é Brasil. Mas eram oito da manhã em um dia de inverno, o que deixava minhas bochechas congeladas ao menor contato com o vento gélido. Chegando ao metrô após algum tempo de caminhada, algo parecia estar fora do lugar. Onde foram parar aqueles vagões abarrotados de gente e aquela superlotação matinal? Não importa para onde eu olhasse, a plataforma estava tranquila e aparentemente vazia. Atípico. Como se algo estivesse fora do lugar...

Apesar da sensação estranha, decidi continuar meu caminho para o trabalho. Entrei. Com folga, pois havia muito espaço. Dava para respirar ali dentro! Surpreendentemente, era possível até escolher o melhor cantinho para seguir rumo ao meu destino. Foi assim que resolvi adentrar pelo corredor da esquerda. E foi bem ali que eu te encontrei.

Com um olhar de espanto, mas com a voz embargada pela saudade repentina, me dirigi até você.

- Oi!

Por pura sorte, você retribuiu o olhar, o cumprimento e a atenção, que eu esperava não receber de volta.

Trocamos alguns olhares um pouco mais profundos, falamos sobre quanto tempo havíamos ficado sem nos ver, sobre a coincidência do reencontro. E vagou um lugar... Um não, dois! Quanta sorte! Nos sentamos... Não lado a lado, mas de tal maneira que ficássemos frente a frente. Como é bom voltar a me ver refletida nos seus olhos e ser tomada por essa sensação de ternura.

Os minutos seguintes foram preenchidos por conversas vagas, um tanto vazias. Também, pudera: as mentes estavam longe, em outro lugar. Em algum momento do passado, no qual tanta proximidade certamente só resultaria em uma coisa: um beijo.

As estações de metrô avançavam lentamente e o momento se imortalizava como uma lembrança agradável, sinalizando um importante reencontro. O burburinho das conversas ao redor, a sensação das respirações muito próximas, a saudade que veio à tona e o bater dos corações – mais forte do que nunca – finalmente tomaram conta daquele homem e daquela mulher.

Sem perceber, mas acima de tudo, sem controlar, seus lábios tocaram os meus, que retribuíram o carinho sem esquivar-se, apesar da surpresa. Era como se os segundos tivessem parado de correr, como se o vagão de metrô deixasse de se locomover. O mundo havia parado. Ou voltado no tempo, quando amar com profundidade era permitido.

Foi um beijo curto, singelo, mas que representava muita coisa para aquele casal que havia acabado de se reencontrar. Seria um recomeço?

Talvez seria, se o despertador não evidenciasse que era a hora de dar adeus ao mundo dos sonhos e dar olá para o novo dia que estava se formando...

Não conseguia acreditar. Fechava os olhos com força, esperando que fosse possível resgatar aqueles momentos felizes, como se eu pudesse voltar para o metrô que, dali instantes, realmente iria encontrar. Dessa vez, lotado e comum, como em todos os outros dias de minha vida.

Uma última insistência em fechar os olhos, mas com a intenção de relembrar cada sensação e cada momento, tudo tão intenso e real. Tinha certeza de que, se aquilo realmente havia sido apenas um sonho, nossas almas provavelmente haviam se encontrado no mundo do subconsciente. Talvez elas estivessem com saudades, mesmo que não se falassem ou se vissem há tanto tempo. "Eu não me lembrava mais dele, mas agora..."

Agora seria impossível tirá-lo da mente. Mais do que um sonho, revê-lo seria um objetivo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Luta dos sexos: Mulheres ganham espaço em profissões tipicamente masculinas

Por mais que a sociedade busque a justiça e o ideal de igualdade por anos a fio, essa utopia parece estar cada vez mais longe com o passar dos anos, ao invés deste quadro modificar-se graças ao processo de democracia e ao advento da Internet. Mesmo com a luta das mulheres pelos seus direitos desde a Idade Média até hoje, o desajuste social se mantém firme e forte quando o sexo frágil é comparado ao seu equivalente masculino.

Depois de muito baterem o pé para garantir o direito de usar calças e votar, a nova iniciativa da mulherada é a de buscar condições justas e igualitárias também no ambiente de trabalho. Tal movimento vem se mostrando um tanto positivo, apesar de isto ser apenas o começo de uma grande luta socioeconômica.

Os motivos para tal busca incessante são os mais variados possíveis, desde o simples luxo de mostrar que as mulheres são tão capacitadas quanto os homens, bem como a necessidade de sustentarem sozinhas as suas casas e famílias, por vezes sem a figura de um pai para cabecear e administrar os gastos mensais – como sempre foi durante décadas na sociedade Moderna.

A princípio, as mães de família e mulheres independentes foram conquistando espaços como as grandes empresas, passando a ter tanto ou mais destaque e prestígio que os homens. Mas, como é sabido, o preconceito existe e vários cargos sempre foram chamados de "exclusivamente masculinos".

O termo, o entanto, não intimidou a classe feminina, que se rendeu – com muito esforço e determinação – a profissões como a de caminhoneiras, motoristas de ônibus ou táxi, árbitras de futebol, frentista e mecânicas, sushiwomans, bombeiras, coveiras, pastoras de igreja, eletricistas, a própria área de construção civil e até mesmo o cargo de presidenta - como já ocorreu em diversos países aqui mesmo na América Latina.

É esse tipo de desajuste social que precisa, inclusive, de apoio da população para que o acesso ao emprego seja facilitado às mulheres, sem que haja essa "vista grossa" só porque elas são consideradas mais delicadas e frágeis. Tal afirmação trata-se de uma visão machista, típica da sociedade por muitos anos, mas que já está mais do que na hora de ser combatida.

Estágios não proporcionam boas condições de trabalho aos universitários

O ingresso na faculdade significa, para o jovem de hoje, a oportunidade de crescer profissionalmente. Por meio dos cursos de graduação, os estudantes universitários estabelecem metas e objetivos para a construção de uma carreira sólida e bem administrada. E é a partir das experiências em estágios que eles, cada vez mais preocupados em garantir sua independência financeira, podem começar a traçar a vida de trabalho.

Os estudantes estão sempre cheios de expectativas quanto ao primeiro emprego, idealizando que essa será a grande chance de desenvolver as habilidades que lhes foi teorizada nas universidades. Seus sonhos, porém, acabam lhes frustrando... O administrador deseja estar à frente de uma renomada empresa, o médico quer salvar vidas, o jornalista sonha em escrever para uma revista ou jornal de grande circulação, mas nada disso acontece... E vem a decepção.

Muitas vezes, as oportunidades de estágio não estão de acordo nem mesmo com as leis que regem esse tipo de contratação. Os chefes aproveitam-se dos estudantes para gerar mão-de-obra barata, pagar menos pelas mesmas vantagens que teriam ao contratar profissionais formados, com anos de experiências.

Além de péssimos salários, os estagiários muitas vezes não conseguem garantir seus direitos trabalhistas, tendo de trabalhar além do seu horário, algumas vezes até mesmo no final de semana, sem horário para relaxar e tomar um café, exaustos por causa do expediente.

Há ainda duas outras situações capazes de decepcionar qualquer estagiário: trabalhar numa área com a qual ele não está ambientado, por não se tratar da área na qual ele está estudando, devido à necessidade de garantir sua renda; ou simplesmente não trabalhar – ficar algumas horinhas ali sem receber qualquer função, apenas para cumprir o tempo estipulado pelo contrato, mas sem exercer alguma função. Dois casos simplesmente imperdoáveis de se darem em um estágio, já que sua proposta é fazer o universitário colocar em prática aquilo que as aulas lhe proporcionam.

Os estágios devem ser vistos, no entanto, como uma das melhores formas de fazer o estudante errar e acertar em sua profissão, sempre com o auxílio e apoio de uma pessoa da mesma área, desde que já inserida nessa carreira. O jovem trabalhador, além disso, deve ser respeitado como qualquer outro funcionário em uma organização, visto como um alguém que, futuramente, terá todas as qualificações necessárias para ser um grande profissional, como qualquer outro que já está ali dentro.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Chuva é sinônimo de estresse!

Hoje, vou contar a história de duas mocinhas. Duas mocinhas que, certa vez, não tiveram um bom dia. Ambas acordaram cedo, se alimentaram, tomaram banho e saíram de suas casas numa manhã nem tão quente para o Verão desvairado da cidade grande. As duas ansiavam por uma boa notícia; estavam em busca de um pingo de felicidade no meio de tantas gotinhas de chuva que tomavam conta, ao menos, do Centro de São Paulo.

Caminharam, conversaram, caminharam. Chegaram ao tal prédio às 10h, subiram até o décimo segundo andar de elevador com um sorriso de orelha a orelha e foram em busca daquele que lhes entregaria o que elas mereciam por direito: não só algo concreto, palpável. Isso importava, mas havia algo que importava a elas muito mais no momento: uma fonte de esperança. A notícia - como nos filmes, é claro - surpreendeu.
.
.
.
.
.
Negativamente.

O que elas buscavam não estava ali, para ser entregue a elas naquele momento. Algumas coisas pareciam estar fora do seu lugar habitual. Uma menina chorando pra lá, uma discussão pra cá, a secretária sempre discreta contando algumas fofoquinhas a quem chegava. Mas as duas mocinhas aguardaram pacientemente. Meia hora. Uma hora. Duas, talvez? Era hora de ir embora. Mas não sem avisar que dentro de algumas horas estariam de volta.

As gotinhas lá fora, apesar de pequenas, pareciam furiosas. Talvez ornassem com a aparência externa e interna das nossas meninas. Uma caminhada não seria nada agradável sem o auxílio de seus guarda-chuvas. Todavia, os pingos não eram nada perto da intensidade daquela ventania. Ora um guarda-chuva queria voar, ora outro tentava se fechar. De repente, CLAP! O guarda-chuva virou do avesso! No meio da avenida, cheia de carros e pedestres!

- SEGUUUUUUUURA! - zombou o moço que passou por elas, brincando com a falta de sorte das garotas.

- Segura a mulher pra ela não fugir, seu corno!

É... Chuva realmente tira as pessoas de sério, não?!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pecadora com passe livre para o Inferno

Final de ano: férias prolongadas. Momentos para realizar todas aquelas vontadezinhas, esquecidas ou adiadas ao longo de 2008, é que não faltaram. Pois é exatamente aí que mora o perigo. Você conseguiria dizer com veemência que andou o tempo todo na linha? Ou acha que acabou cedendo aos tentadores sete pecados capitais instituídos pelo Cristianismo?

Soberba
Não importa quem ou quando, nunca vi alguém bom o bastante. Aquele ali acha que pode tudo; já o outro, nem para ter auto-estima. Pior ainda: quando olho para baixo, nunca consigo encontrar alguém que se nivele a mim. As pessoas erram demais; por que não são como eu? Nem ligo! Quem precisa delas? Eu me amo e sou correspondido.

Inveja
É, amigo. Você fica aí, na sua casa, sem nada pra fazer, sem ninguém pra ver; tédio mortal. Seus colegas, no entanto, estão sempre saindo, se divertindo, namorando pessoas incríveis, conhecendo lugares maravilhosos. Vivendo e aprendendo. Agora, você? Não saiu do mesmo lugar durante as férias todas. Não dá uma sensação de desgosto pensar a respeito? Por que eles tem tudo isso e você não?

Ira
As pessoas gritam sem parar com você. Sua mãe só reclama que você não faz nada e, quando faz, faz pela metade. A namorada acha que você não lhe dá o devido valor. O chefe não para de dizer o quanto você é incompetente e incapaz. De repente, o mundo parece desabar sobre a sua cabeça e tudo o que você consegue ver é que a cólera é maior que tudo, incontrolável. Dá até vontade de dar troco nessa gente só te faz passar nervoso.

Preguiça
Quem me dera passar um domingão em frente à TV, vendo um bom filme, enrolada no edredom tal qual uma lagarta no seu casulo. Imagine só estar em meio ao calor e ao conforto do nosso "lar doce lar", sem pensar que o dia seguinte nos faz regressar à realidade da pilha de relatórios em cima da mesa do escritório. Só de pensar já dá uma preguiça...

Avareza
Dar uma passada no shopping, mesmo que rapidamente, é inevitável. Afinal, o que poderia ser mais prazeroso do que olhar as vitrines, coloridas e chamativas, cheias de produtos em liquidação e descontos de fazer a mão coçar para levar alguma coisa para casa? E por que não torrar toda a grana naquele par de sapatos, na jaqueta, nos jeans, num fast food? Ah, que sensação de 'quero mais'.

Gula
Nada como poder esquecer por alguns minutos que, no dia seguinte, você necessariamente deve estar em forma e bem vestida para enfrentar a sua rotina e então poder se deliciar com uma enorme barra de chocolate ao leite, com direito a um brinde de taças e mais taças de sorvete de pistache, bem no meio da noite, enquanto ninguém vê nada. Ah, como faz bem se render à gula de vez em quando!

Luxúria
Concordemos que, dentre todos os pecados capitais, cada um deles traz algum mal efetivo para a nossa vida. Mas que haveria de errado em aproveitar os prazerosos momentos de luxúria? Além de intensa satisfação, você acorda com um sorrisinho maroto de orelha a orelha no dia seguinte a ponto de dar bom dia até pro zelador mal-encarado do seu prédio.

Qual o seu pecado favorito? Afinal, quem não pecou durante as férias que atire a primeira pedra.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tecla de onde? Sampa city!

Imagine só quem está fazendo aniversário hoje? O Paulinho, lembra dele? "Paulinho não, ora essa!", diria este senhor. Está bem, Seu Paulão - ou, para os menos íntimos, apenas São Paulo, já com seus 455 anos de existência e majestosidade.

Quem diria. Dia após dia marcado por acontecimentos inesquecíveis e a vivência de momentos que entraram para a história do povo brasileiro. E, para completar, acolhedor: sempre aceitando mais um para morar consigo, este senhor ajudou como pôde o pobre imigrante que antigamente vinha em busca de melhores condições de vida. Atualmente, devido a tal gesto de generosidade, hoje é pai de 11 milhões de paulistanos. Ê, Seu Paulo!

E pensar que hoje, todos os seus filhos comemoram, fazem festa, com muita música e risada para todo lado. O que não falta é diversão. Incrível como amanhã mesmo todos nos esqueceremos do dia marcante que foi, voltaremos a nossa dura rotina e reclamaremos incansavelmente dos problemas cotidianos.

É o excesso de asfalto em detrimento do verde, as buzinadas, fechadas e costuradas desse congestionamento absurdo, o estresse incontrolável, a poluição asfixiante, o bate-boca com o motorista do carro ao lado, o semáforo que fecha e nunca abre, o tempo perdido que lhe é descontado do salário por causa de atraso, o calor sufocante na hora do almoço e a chuva torrencial na hora da volta.

Ah, Seu Paulo, não tem jeito. Aproveita que hoje todo mundo te ama porque amanhã lá vem cacetada de novo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ovos fritos, mexidos ou estrelados?

Se existe uma falha na educação que os meus pais me deram, sem dúvidas, me refiro à total falta de capacidade para cozinhar. Pensando pelo lado mais machista da situação, a maior parte da culpa é de minha mãe. Enfim, não importa agora, aos meus 18 anos, quem é o responsável, mas sim os resultados negativos que isso traz a minha vida - e também àqueles que se sujeitarem a degustar os meus experimentos culinários.

Decerto, desde que nasci até hoje, o máximo que fiz por mim mesma na cozinha foi o bom e velho miojo e, milagrosamente, um bolo de chocolate. Nesta fria noite de quinta-feira, por exemplo, minha mãe está trabalhando e, talvez pela falta de tempo, não pôde deixar o almoço/jantar/whatever pronto.

Desespero! E agora, o que fazer? Morrer de fome ou aguentar firmemente por horas a perda de energia e vitaminas, até a matriarca regressar? Repentinamente, um raciocínio simples: o Google permeia a vida dos jovens do século XXI. E por que não digitar, no famoso site de buscas, a expressão "como fritar um ovo"? Pois bem, foi o que fiz.

Digamos que, depois de dois vídeos no Youtube e um blog, pude ter uma refeição agradável - nem tanto aos olhos, mas satisfatória ao paladar. Me sinto engrandecida por ter tido uma experiência até que divertida e agradável - e, principalmente, sem acidentes. (!) Nunca achei que isso seria possível. Do jeito que caminha a humanidade, possivelmente daqui a alguns anos, quando não morarmos mais com nossos pais, passemos a ter um notebook ao lado do fogão, para quando precisarmos de umas dicas na cozinha.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Incredulidade contínua

Nada é tão desagradável quanto a confirmação de que algumas pessoas não tem interesse algum em crescer intelectualmente. Em geral, muitos costumam afirmar que são cultos, esclarecidos. Todavia, somente o tempo e a convivência nos fazem perceber que tais adjetivos não passam de mera fachada; ludíbrio generalizado.

Eles dizem gostar de ler sobre seus filósofos favoritos ao som de jazz, bossa nova ou classic music; dizem com orgulho que adoram dar uma passada no Louvre toda vez que viajam para a Europa; estudaram nos melhores colégios, tiveram a melhor educação.

No entanto, gostam de ir sexta a noite encher a cara (sim, não há termo melhor que este) nos bares mais próximos, sedentos por uma dose de cerveja atrás da outra. Isso quando não estão ávidos pelos prazeres viciantes das drogas ilícitas.

A questão-chave, porém, não é o 'beber ou não beber'; está, sim, no fato de não haver força de vontade nenhuma em buscar opções mais criativas e inteligentes de diversão. É risível - e vergonhoso - que, com tantas oportunidades, às vezes tão próximas, essas pessoas deixem de lado uma ida ao teatro ou cinema para se embriagar nos botecos, apinhados de gente cheirando a cigarro, nas ruas do Centro de São Paulo.

Bem dizia a minha avó: "Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento."

[Comentário adicionado mais de 8 anos após o post]

É engraçado como a gente muda nossa forma de pensar. Hoje eu leio esse desabafo-super-revoltado e penso "que julgamento todo é esse, mulher?". Quem disse que beber não é atividade criativa e inteligente? Mal imaginava eu que, um dia, esse post simplesmente não teria mais a minha cara...

Até pensei em excluir, mas achei que vale a pena manter pelo prazer de perceber o quanto o ser humano muda - evolui!