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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

360 - A vida é um círculo perfeito


Hoje eu assisti a um filme que me deixou pensativa... Quais as possibilidades de você cruzar com alguém na rua, sem ao menos ver seu rosto, mas ter seu dia completamente mudado por causa de uma atitude ou decisão tomada por essa pessoa alguns minutos antes? O quanto estamos conectados uns aos outros e influenciamos destinos aleatórios, sem nos darmos conta disso?

Uma decisão simples, impensada, pode significar muito para alguém. Um elevador que você não segura para o jovem de camisa amassada pode atrasá-lo para uma entrevista de emprego, causar má impressão ao recrutador e isso ocasionar numa negativa. E quem imaginaria que, tão novo, ele tem mulher e filhos para sustentar.

As pessoas que você conhece, dizem, não passam pela sua vida por acaso. Cada uma delas tem um papel definido, como numa peça de teatro. Pode ser um figurante - que você mal nota a presença, mas cuja ausência faria diferença na cena; ou o vilão que dificulta seu dia a dia, mas te fortalece e faz encontrar novos e melhores caminhos; quem sabe um anjo encarregado de lhe soprar uma dica ou indicar possibilidades. Infinitas possibilidades e interferências.

O aprendizado que fica - e que eu enxergo como um desafio bastante complexo - é aprender a ser mais consciente. Pensar mais no outro, mesmo quando o foco é a gente. É preciso lembrarmos que, como num efeito dominó, alguém sofre consequências pelo que decidimos fazer. Me faz refletir sobre quantas vezes eu acatei minhas vontades egoístas sem pensar se faria alguém sofrer, assim como também me faz lembrar de momentos em que me dediquei a alguém e pude mudar positivamente uma vida.

Mais importante, porém, é lembrar que tudo isso se trata de um círculo: o que você faz hoje, de um jeito bom ou não tão bom, volta para você.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Um início de ano para repetir por 365 dias


As pessoas costumam acreditar que a passagem de um ano para outro tem o poder de trazer mudanças positivas para suas vidas. Eu não duvido disso, só penso que 90% das mudanças dependem de uma ação proativa e o resto é questão de sorte e destino.

Meus primeiros dias do ano foram completamente diferentes em comparação ao mesmo período de 2014, tudo resultado de decisões e escolhas minhas.

Os primeiros minutinhos do ano foram lindos. Pé na areia, fogos, pessoas incríveis ao meu lado, abraços sinceros e amigos, sem nenhuma preocupação ou sentimento triste no ar. Foi um instante único, de pura contemplação e nada mais. Nem mesmo tempo para reflexão houve: foi tudo acolhedor demais para dar tempo de pensar em algo.

Para começar 2015 com tudo, fizemos uma trilha super gostosa pela Floresta da Tijuca. Como prêmio, a Cachoeira das Almas: pequena, gelada, refrescante e revigorante. De alma lavada e com as energias renovadas, fechamos o dia.

E por que não fazer uma nova trilha no segundo dia do ano? Uma amiga me ensinou que ver uma tartaruga no dia 2 de janeiro dá sorte, então fomos em direção à Pedra da Tartaruga, próxima à Praia do Perigoso. Difícil de chegar, mas o prazer da superação vale a pena. Ao final da trilha, um mar paradisíaco. Vontade de voltar? Quase decidi virar hippie e ficar por ali mesmo.

Estou com alguns planos em mente, ainda confusos, mas muita coisa boa virá disso. ;)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Chuva é sinônimo de estresse!

Hoje, vou contar a história de duas mocinhas. Duas mocinhas que, certa vez, não tiveram um bom dia. Ambas acordaram cedo, se alimentaram, tomaram banho e saíram de suas casas numa manhã nem tão quente para o Verão desvairado da cidade grande. As duas ansiavam por uma boa notícia; estavam em busca de um pingo de felicidade no meio de tantas gotinhas de chuva que tomavam conta, ao menos, do Centro de São Paulo.

Caminharam, conversaram, caminharam. Chegaram ao tal prédio às 10h, subiram até o décimo segundo andar de elevador com um sorriso de orelha a orelha e foram em busca daquele que lhes entregaria o que elas mereciam por direito: não só algo concreto, palpável. Isso importava, mas havia algo que importava a elas muito mais no momento: uma fonte de esperança. A notícia - como nos filmes, é claro - surpreendeu.
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Negativamente.

O que elas buscavam não estava ali, para ser entregue a elas naquele momento. Algumas coisas pareciam estar fora do seu lugar habitual. Uma menina chorando pra lá, uma discussão pra cá, a secretária sempre discreta contando algumas fofoquinhas a quem chegava. Mas as duas mocinhas aguardaram pacientemente. Meia hora. Uma hora. Duas, talvez? Era hora de ir embora. Mas não sem avisar que dentro de algumas horas estariam de volta.

As gotinhas lá fora, apesar de pequenas, pareciam furiosas. Talvez ornassem com a aparência externa e interna das nossas meninas. Uma caminhada não seria nada agradável sem o auxílio de seus guarda-chuvas. Todavia, os pingos não eram nada perto da intensidade daquela ventania. Ora um guarda-chuva queria voar, ora outro tentava se fechar. De repente, CLAP! O guarda-chuva virou do avesso! No meio da avenida, cheia de carros e pedestres!

- SEGUUUUUUUURA! - zombou o moço que passou por elas, brincando com a falta de sorte das garotas.

- Segura a mulher pra ela não fugir, seu corno!

É... Chuva realmente tira as pessoas de sério, não?!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pecadora com passe livre para o Inferno

Final de ano: férias prolongadas. Momentos para realizar todas aquelas vontadezinhas, esquecidas ou adiadas ao longo de 2008, é que não faltaram. Pois é exatamente aí que mora o perigo. Você conseguiria dizer com veemência que andou o tempo todo na linha? Ou acha que acabou cedendo aos tentadores sete pecados capitais instituídos pelo Cristianismo?

Soberba
Não importa quem ou quando, nunca vi alguém bom o bastante. Aquele ali acha que pode tudo; já o outro, nem para ter auto-estima. Pior ainda: quando olho para baixo, nunca consigo encontrar alguém que se nivele a mim. As pessoas erram demais; por que não são como eu? Nem ligo! Quem precisa delas? Eu me amo e sou correspondido.

Inveja
É, amigo. Você fica aí, na sua casa, sem nada pra fazer, sem ninguém pra ver; tédio mortal. Seus colegas, no entanto, estão sempre saindo, se divertindo, namorando pessoas incríveis, conhecendo lugares maravilhosos. Vivendo e aprendendo. Agora, você? Não saiu do mesmo lugar durante as férias todas. Não dá uma sensação de desgosto pensar a respeito? Por que eles tem tudo isso e você não?

Ira
As pessoas gritam sem parar com você. Sua mãe só reclama que você não faz nada e, quando faz, faz pela metade. A namorada acha que você não lhe dá o devido valor. O chefe não para de dizer o quanto você é incompetente e incapaz. De repente, o mundo parece desabar sobre a sua cabeça e tudo o que você consegue ver é que a cólera é maior que tudo, incontrolável. Dá até vontade de dar troco nessa gente só te faz passar nervoso.

Preguiça
Quem me dera passar um domingão em frente à TV, vendo um bom filme, enrolada no edredom tal qual uma lagarta no seu casulo. Imagine só estar em meio ao calor e ao conforto do nosso "lar doce lar", sem pensar que o dia seguinte nos faz regressar à realidade da pilha de relatórios em cima da mesa do escritório. Só de pensar já dá uma preguiça...

Avareza
Dar uma passada no shopping, mesmo que rapidamente, é inevitável. Afinal, o que poderia ser mais prazeroso do que olhar as vitrines, coloridas e chamativas, cheias de produtos em liquidação e descontos de fazer a mão coçar para levar alguma coisa para casa? E por que não torrar toda a grana naquele par de sapatos, na jaqueta, nos jeans, num fast food? Ah, que sensação de 'quero mais'.

Gula
Nada como poder esquecer por alguns minutos que, no dia seguinte, você necessariamente deve estar em forma e bem vestida para enfrentar a sua rotina e então poder se deliciar com uma enorme barra de chocolate ao leite, com direito a um brinde de taças e mais taças de sorvete de pistache, bem no meio da noite, enquanto ninguém vê nada. Ah, como faz bem se render à gula de vez em quando!

Luxúria
Concordemos que, dentre todos os pecados capitais, cada um deles traz algum mal efetivo para a nossa vida. Mas que haveria de errado em aproveitar os prazerosos momentos de luxúria? Além de intensa satisfação, você acorda com um sorrisinho maroto de orelha a orelha no dia seguinte a ponto de dar bom dia até pro zelador mal-encarado do seu prédio.

Qual o seu pecado favorito? Afinal, quem não pecou durante as férias que atire a primeira pedra.