sábado, 11 de abril de 2015

Largo tudo


Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Um início de ano para repetir por 365 dias


As pessoas costumam acreditar que a passagem de um ano para outro tem o poder de trazer mudanças positivas para suas vidas. Eu não duvido disso, só penso que 90% das mudanças dependem de uma ação proativa e o resto é questão de sorte e destino.

Meus primeiros dias do ano foram completamente diferentes em comparação ao mesmo período de 2014, tudo resultado de decisões e escolhas minhas.

Os primeiros minutinhos do ano foram lindos. Pé na areia, fogos, pessoas incríveis ao meu lado, abraços sinceros e amigos, sem nenhuma preocupação ou sentimento triste no ar. Foi um instante único, de pura contemplação e nada mais. Nem mesmo tempo para reflexão houve: foi tudo acolhedor demais para dar tempo de pensar em algo.

Para começar 2015 com tudo, fizemos uma trilha super gostosa pela Floresta da Tijuca. Como prêmio, a Cachoeira das Almas: pequena, gelada, refrescante e revigorante. De alma lavada e com as energias renovadas, fechamos o dia.

E por que não fazer uma nova trilha no segundo dia do ano? Uma amiga me ensinou que ver uma tartaruga no dia 2 de janeiro dá sorte, então fomos em direção à Pedra da Tartaruga, próxima à Praia do Perigoso. Difícil de chegar, mas o prazer da superação vale a pena. Ao final da trilha, um mar paradisíaco. Vontade de voltar? Quase decidi virar hippie e ficar por ali mesmo.

Estou com alguns planos em mente, ainda confusos, mas muita coisa boa virá disso. ;)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fico assim sem você...


Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim?
Eu te quero a todo instante
Nem mil autofalantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem Claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você.

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim?
Eu te quero a todo instante.
Nem mil autofalantes
vão poder falar por mim.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.

***

domingo, 30 de dezembro de 2012

Minutinhos de descanso


(Descrição)

São mais de nove horas da noite e a televisão está ligada. Na tela, a novela das oito, tentando bater sua própria audiência. O mocinho do dramalhão dá suas caras – e a telespectadora se empolga, solta alguns grunhidos de empolgação. É o seu momento de descanso, de entretenimento. 

O sofá lhe abraça, aconchegante – uma armadilha para quem não pretende ficar por ali por mais do que uns minutinhos... Os olhos pesam, o sono toma conta, mas a TV insiste em chamar a sua atenção, em roubar a cena. Dormir deixa de ser a preferência quando a programação tenta dominar-lhe a mente.

São minutos seguidos de muita concentração, quebrados bruscamente pelas propagandas. Uma zapeada? Talvez outro canal tenha algo melhor a oferecer... Não, não tem. Parece mais fácil esperar que a novela volte, distraindo-se com o celular...

Fome animal

(Metáfora)


Vai dando a hora do almoço e o estômago da fera ronca, praticamente implorando por comida. Apesar de se alimentar todo dia, parece que a criatura não come nada há dias. Os olhos estão vidrados, como que em estado alterado de consciência... Fora de si!

Poucos segundos olhando para os lados e o ser já sabe o que lhe apetece mais naquela tarde... Bela escolha! Suculenta, carnuda, apetitosa; vai ser uma caça e tanto! Indo direto ao ponto, a fera ataca. Usando as patas, grunhindo ferozmente e de olhar vidrado, ela consegue o que quer. Falta de sorte a da caça, que já tem ideia de qual é o seu futuro...

Os olhos da criatura brilham, a boca começa a salivar. Enfim é chegado o tão desejado momento de saciar essa fome, essa vontade... A primeira mordida parece a mais desesperada. Delicioso é o sabor da carne, um sabor sem igual. De forma desvairada, a besta selvagem arranca pedaço atrás de pedaço, enche a boca e não consegue nem terminar de mastigar para já dar uma nova mordida na sua presa.

Em minutos – talvez segundos? – a fera termina a sua refeição... Ofegante, estufada, saciada... Somente pelas próximas horas.