As pessoas costumam acreditar que a passagem de um ano para outro tem o poder de trazer mudanças positivas para suas vidas. Eu não duvido disso, só penso que 90% das mudanças dependem de uma ação proativa e o resto é questão de sorte e destino.
Meus primeiros dias do ano foram completamente diferentes em comparação ao mesmo período de 2014, tudo resultado de decisões e escolhas minhas.
Os primeiros minutinhos do ano foram lindos. Pé na areia, fogos, pessoas incríveis ao meu lado, abraços sinceros e amigos, sem nenhuma preocupação ou sentimento triste no ar. Foi um instante único, de pura contemplação e nada mais. Nem mesmo tempo para reflexão houve: foi tudo acolhedor demais para dar tempo de pensar em algo.
Para começar 2015 com tudo, fizemos uma trilha super gostosa pela Floresta da Tijuca. Como prêmio, a Cachoeira das Almas: pequena, gelada, refrescante e revigorante. De alma lavada e com as energias renovadas, fechamos o dia.
E por que não fazer uma nova trilha no segundo dia do ano? Uma amiga me ensinou que ver uma tartaruga no dia 2 de janeiro dá sorte, então fomos em direção à Pedra da Tartaruga, próxima à Praia do Perigoso. Difícil de chegar, mas o prazer da superação vale a pena. Ao final da trilha, um mar paradisíaco. Vontade de voltar? Quase decidi virar hippie e ficar por ali mesmo.
Estou com alguns planos em mente, ainda confusos, mas muita coisa boa virá disso. ;)
São mais de nove horas da noite e a televisão está ligada. Na tela, a novela das oito, tentando bater sua própria audiência. O mocinho do dramalhão dá suas caras – e a telespectadora se empolga, solta alguns grunhidos de empolgação. É o seu momento de descanso, de entretenimento.
O sofá lhe abraça, aconchegante – uma armadilha para quem não pretende ficar por ali por mais do que uns minutinhos... Os olhos pesam, o sono toma conta, mas a TV insiste em chamar a sua atenção, em roubar a cena. Dormir deixa de ser a preferência quando a programação tenta dominar-lhe a mente.
São minutos seguidos de muita concentração, quebrados bruscamente pelas propagandas. Uma zapeada? Talvez outro canal tenha algo melhor a oferecer... Não, não tem. Parece mais fácil esperar que a novela volte, distraindo-se com o celular...
Vai dando a hora do almoço e o estômago da fera ronca, praticamente implorando por comida. Apesar de se alimentar todo dia, parece que a criatura não come nada há dias. Os olhos estão vidrados, como que em estado alterado de consciência... Fora de si!
Poucos segundos olhando para os lados e o ser já sabe o que lhe apetece mais naquela tarde... Bela escolha! Suculenta, carnuda, apetitosa; vai ser uma caça e tanto! Indo direto ao ponto, a fera ataca. Usando as patas, grunhindo ferozmente e de olhar vidrado, ela consegue o que quer. Falta de sorte a da caça, que já tem ideia de qual é o seu futuro...
Os olhos da criatura brilham, a boca começa a salivar. Enfim é chegado o tão desejado momento de saciar essa fome, essa vontade... A primeira mordida parece a mais desesperada. Delicioso é o sabor da carne, um sabor sem igual. De forma desvairada, a besta selvagem arranca pedaço atrás de pedaço, enche a boca e não consegue nem terminar de mastigar para já dar uma nova mordida na sua presa.
Em minutos – talvez segundos? – a fera termina a sua refeição... Ofegante, estufada, saciada... Somente pelas próximas horas.
Entre e fique à vontade. Pode ligar a TV ou abrir a geladeira. A casa é sua!
× esclarecimentos
Esta é a página pessoal de uma jovem jornalista. Não importa para que lado vá, você dará de cara com os sonhos, desejos e reclamações dela. Talvez até encontre um quê de arte em forma de prosa ou poesia. Depende de quantas doses ingeriu até o momento...